O SEXO NOSSO DE CADA DIA

© Dr. Alessandro Loiola
Estudos científicos realizados nas últimas décadas comprovaram que a vida sexual ativa pode aumentar sua longevidade em cerca de 5 ou até 10 anos. A energia sexual é capaz de melhorar seu sistema imune, reduzir a concentração de gordura corporal e aumentar a produção de endorfinas, substâncias naturais que combatem a ansiedade, o estresse e seus efeitos negativos sobre o corpo.
O resumo desta história toda: manter-se sexualmente em atividade melhora sua saúde. Por isso, quaisquer que sejam sua idade, situação ou orientação, existem 10 dicas práticas que certamente darão um novo impulso à sua vida sexual, beneficiando o organismo como um todo.
NÚMERO 1: CONHEÇA SEU CORPO
Converse francamente sobre os gostos de cada um e procure contornar as próprias limitações com criatividade. Por exemplo: a partir dos 40-50 anos de idade, muitas mulheres apresentam ressecamento do canal vaginal, ao passo que nos homens a ereção não é mais como era antigamente. Uma solução prática e prazerosa é ambos utilizarem lubrificantes.
Os homens também podem compensar a perda de agilidade utilizando posições diferentes. Por exemplo: a posição “de lado” evita esforços excessivos sobre os músculos e articulações do casal.
Devido às alterações hormonais e aos partos, algumas mulheres sofrem com relaxamento da musculatura pélvica, reduzindo o prazer sentido durante a relação sexual. Este problema pode ser contornado através de exercícios de fortalecimento. Os mais comuns são conhecidos como Exercícios de Kegel e consistem em contrações “para dentro” do assoalho da pelve: sentada com a coluna bem reta, faça 10 contrações seguidas com se estivesse segurando a vontade de urinar ou evacuar. Segure cada contração por 3 segundos. Repita esta série até 03 vezes por dia.
NÚMERO 2: FANTASIE!
A imaginação é um dos mais potentes afrodisíacos que se conhece. Crie fantasias na sua cabeça e deixe a imaginação correr solta. Desde que não resulte em riscos para sua saúde ou chamados para a polícia, não tenham vergonha de trazer a fantasia para a realidade.
NÚMERO 3: ABUSE DAS PRELIMINARES
Quando falo em preliminares não me refiro apenas à mão naquilo e aquilo na mão. As preliminares incluem elogios, sair para um jantar, tomar banho juntos, fazer massagens um no outro, ouvir uma música, dançar um pouco. Estas atividades criam um clima favorável para o casal, aumentando o nível de excitação.
NÚMERO 4: RELAXE
Coloque uma música suave, tranque a porta para evitar sustos, deixe de lado as contas, a lista de tarefas para o dia seguinte, o quarto que está muito claro ou muito escuro, etc. Concentre-se apenas no prazer que você está sentindo. Isto é especialmente importante para as mulheres na menopausa, que podem apresentar uma dificuldade maior para chegar ao orgasmo.
NÚMERO 5: MUDE SEUS HÁBITOS
Mudar os hábitos significa deixar de lado alguns vícios de comportamento e aproveitar tudo aquilo que a sua moral puder perdoar. Por exemplo: façam passeios para locais seguros onde pode haver uma troca de carícias mais íntimas, esquentando o jogo de sedução.
E por que só ter relações à noite? Tenha relações pela manhã também. Este é um conselho especialmente útil para os homens a partir da meia-idade, pois a ereção do pênis costuma ser mais fácil no período da manhã.
Se você tiver ainda mais disposição, cubra a cabeça com uma sacola de pão, faça dois furos na altura dos olhos e entre em uma loja especializada para adquirir alguns brinquedos eróticos.
NÚMERO 6: PRATIQUE EXERCÍCIOS REGULARMENTE
Pessoas que praticam regularmente alguma forma de atividade física possuem mais disposição para o sexo. Uma caminhada de 30 minutos por dia, pelo menos 4 dias na semana, já é um bom começo. Se você não tiver resistência para caminhar 30 minutos de uma só vez, pode partir a caminhada em duas de 15 minutos, realizadas em horários diferentes no mesmo dia.
NÚMERO 7: LEVE UMA DIETA SAUDÁVEL
Uma alimentação rica em gorduras e calorias, e pobre em vitaminas é um veneno para o desejo sexual. Consuma frutas, legumes e vegetais à vontade. E lembre de tomar uma quantidade adequada de água durante o dia
NÚMERO 8: MANTENHA TUDO SOB CONTROLE...
A falta de controle da pressão, do diabetes, da gota, da artrite, do excesso de peso, tudo isso diminui o desejo e a potência sexual. Para que a sexualidade aflore sem amarras, é preciso que você mantenha sua saúde sob controle. Não tem desejo sexual que resista a duas noites sem dormir com colesterol de 400, pressão de 160/120 e glicose de 200 e tanto.
NÚMERO 9: ... MAS ATENÇÃO COM OS REMÉDIOS
Então você está tomando seus remédios direitinho, mas mesmo assim continua sofrendo com baixo nível de desejo, baixa potência, etc... Infelizmente, alguns remédios utilizados no tratamento de doenças crônicas como diabetes e pressão alta podem diminuir o desejo sexual. Se você acredita que seu interesse anda em baixa ou o desempenho sexual não está lá essas coisas, isto pode ser um efeito colateral dos remédios que você está tomando. O melhor a fazer é informar-se com seu médico e ver se é possível trocar alguma coisa.
NÚMERO 10: USE SUPLEMENTOS
Antigamente, acreditava-se que a maioria dos problemas de sexualidade possuía causas psicológicas. Isto já caiu por terra. Hoje se sabe que mais de 80% dos casos de disfunção sexual estão relacionados a problemas orgânicos que podem ser tratados. Não tenha vergonha de procurar seu médico e perguntar a ele se você pode fazer uso de remédios e suplementos para melhorar sua sexualidade. Você não nasceu para entediar-se com a vida logo agora.
Apesar dessa história de “afrodisíacos” não passar de um engodo para enganar os bolsos mais inocentes, é verdade que existem alimentos capazes de dar uma turbinada na sua vida sexual. Ginkgo Biloba, Ginseng, Epimédio, Vitex, Tribulus, Puerária, Agripalma e Erva de São João são apenas exemplos de algumas plantas e fitoterápicos capazes de estimular seu apetite sexual. Contudo, como qualquer outro remédio, estas plantas não devem ser utilizadas sem acompanhamento de um profissional capacitado. Profissional de saúde, fique bem entendido...
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Dr. Alessandro Loiola é médico, escritor, palestrante, autor de “Vida e Saúde da Criança” e “Crianças em forma: saúde na balança” (www.editoranatureza.com.br) e colunista de Artigos.com, Saudevidaonline.com.br, Gazetaweb.globo.com, Portalamazonia.globo.com, Manausonline.com, Noticiasdahora.com e Folhadapraia.com, entre outros. Atualmente reside e clinica em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Fonte: http://br.groups.yahoo.com/group/saudeparatodos
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Projeto Santo Antônio de Música no Jornal

ORQUESTRA DE CRIANÇAS CARENTES TOCA CLÁSSICOS NO SEMIÁRIDO DA BAHIA
Conceição do Coité – Projeto social atende 90 meninos, mas precisa de instrumentos e mais espaço
Jornal A Tarde – 26.12.2010
Texto: Glauco Wanderley – Fotos: Reginaldo Pereira


Em pleno semiárido baiano, em Conceição do Coité, a 200 quilômetros de Salvador, os músicos tocam Asa Branca, clássico de Luiz Gonzaga. Mas no lugar de sanfona, triângulo e zabumba, o som vem de violinos, violas, violoncelos e flautas. Ao invés do costumeiro cenário com um trio de forrozeiros idosos tentando manter viva uma tradição, o palco abriga 40 crianças e adolescentes vestidos em traje de gala, obedecendo aos comandos de um maestro.
A cena que há pouco tempo seria impensável, em três anos de existência da Orquestra Santo Antônio, se tornou comum. Em meados de dezembro, o grupo superou 40 apresentações. Os meninos e meninas do projeto musical e social descobriram “ontem” a música. Hoje grande parte deles sonha tocar profissionalmente numa orquestra.
A criadora e coordenadora, Maria Valdete Santos, espera no mínimo dobrar o número de integrantes, para formar um conjunto com dimensões oficiais. A orquestra surgiu da paixão de Valdete pela música erudita e tomou forma graças a uma feijoada. O prato tipicamente brasileiro, saboreado nos Estados Unidos, é o cardápio de um almoço anual que garantiu o dinheiro para o pontapé inicial.
O irmão de Valdete, Antônio Ferreira da Silva, é padre na paróquia de Nossa Senhora de Fátima, em Nova York. Ele abraçou a causa e promoveu a primeira feijoada, em 2007. Os 3.500 dólares arrecadados na venda do almoço se transformaram em 15 violinos e 30 flautas doces. 20 crianças começaram as aulas.
Hoje são 90, divididas em quatro turmas, com alunos a partir de 7 anos. Apenas 90 porque não há professores, instrumentos nem espaço para abrigar o restante que também queria participar.
ENSAIOS
Aulas e ensaios ocorrem na capela particular construída no terreno da casa de Valdete, no bairro Alto da Colina. Os estudantes são do próprio bairro e dos vizinhos Mansão e Açudinho, na periferia da cidade. “Grande parte dos alunos são carentes, mas felizmente aqui não temos problemas com drogas e insegurança”, afirma a criadora do projeto.
O único professor é também o maestro, Josevaldo de Almeida Silva, autodidata em busca de uma formação profissional em música, para melhorar a qualidade do ensinamento transmitido aos meninos. “Comecei a tocar violão em grupo de jovens na igreja. Quando ouvi um violino pela primeira vez, em um casamento, tocado por um membro da Orquestra Neojibá [Núcleo de Orquestras Juvenis da Bahia, com sede em Salvador] me apaixonei. Comprei um e fui sozinho tentar aprender, porque não tinha quem ensinasse”, recorda o maestro.
SEM PROFESSORES, ALUNOS PASSAM A ATUAR COMO MONITORES
Faltam professores, mas a orquestra Santo Antônio já tem os primeiros monitores. São os próprios músicos adolescentes que avançaram mais no aprendizado. Como os violoncelistas Letícia, 12 anos e André, 13 e Isabela, 17, que se dedica à viola, comumente confundida com o violino.
André gostou de cara do violoncelo. Aprendeu depressa e no mesmo ano em que entrou já ensina. Letícia descobriu o instrumento graças à boa vontade. “Ninguém queria o violoncelo e eu fui pra ajudar. Hoje eu gosto mais do que do violino”, assegura.
O apego só não é maior que o de Isabela pela viola. “Gosto muito, muito, muito”. Tanto que se zanga quando o repórter pergunta se o instrumento incomum atrai pretendentes. “Não procuro namorado. É perda de tempo”, decreta.
MOTIVAÇÃO
A motivação das crianças impressiona. Um exemplo é a pequena Micaele, 10 anos, que brigou para tocar o instrumento de sua preferência. Todos os iniciantes começam a formação musical com a flauta doce. Muitos sonham em mudar para a flauta transversal. É difícil, porque o preço impede que o projeto compre muitas.
A flauta que custa R$ 700 no Brasil é vendida por 150 dólares nos Estados Unidos, mas a importação não é uma saída, porque encarece o produto. Pela insistência de Micaele em mudar de flauta, Valdete disse que aceitava se ela aprendesse três músicas em uma semana, sem ninguém ensinar. Ela aprendeu, ganhou a promoção e até demonstrou para a reportagem uma das melodias do teste. “O som da transversal é mais bonito”, diz.
PROJETO PRECISA DE APOIO PARA AMPLIAR NÚMERO DE INTEGRANTES
A orquestra tem um repertório de 30 músicas, conforme o maestro Josevaldo. Nele misturam-se composições clássicas e populares, entre estas algumas tipicamente nordestinas. No período atual, canções natalinas entram no cardápio musical.
A orquestra Santo Antônio atualmente até recusa convites para apresentações, porque as solicitações aumentaram muito e é preciso dedicar tempo aos ensaios e aprendizagem. Começou a cobrar pelas apresentações, mas o dinheiro não chega a cobrir os custos. “As cordas dos instrumentos precisam ser importadas. Por semana quebram pelo menos 10”, justifica Maria Valdete. Santos, coordenadora do projeto.
Para expandir o projeto, em qualidade artística (com um professor por instrumento, por exemplo) e quantidade de crianças atendidas, a direção tenta obter patrocínios em editais públicos de apoio à cultura, mas até o momento não obteve sucesso. A prefeitura assumiu o pagamento do maestro Josevaldo e além da feijoada anual em Nova Iorque, pessoas da comunidade, sensibilizadas com a beleza e importância social da iniciativa fazem contribuições.
A instituição mantém conta no banco cooperativo Sicoob, por onde também podem ser feitas doações, para a agência 3017, conta 15509-8.